quarta-feira, 24 de junho de 2009

. antítese

que a música que eu canto, de tão antiga tornou-se nova. e cada verso por mim cantado, vai me levar pra perto de você. cada repetição de tons e sinfonias, só confirmam o que antes eu pensava e agora vivo. sua voz, como trilha sonora do meu inverno; seu sorriso, pra aquecer esse tempo frio. e eu juro não me importar mais tanto com a chuva lá fora. mas não vai caber aqui o que eu quero dizer. tão grande seja o papel ou a tela do computador, não vai caber o que eu queria que você soubesse. então tento resumir meus pensamentos e sentimentos num simples, pequeno, mas sincero, eu te amo :)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

. coragem, eu acho


as cores que eu pintava. as cores que os meus sonhos tinham. não, ninguém nunca vai saber.
o preto e branco que escorrem dos meus olhos agora, são lágrimas frias que antes eu chamava por sonhos. é, talvez você nunca saiba. e talvez eu realmente não queira que você venha a saber. às vezes em que eu sorria de cabeça baixa enquanto você me olhava, era medo de demonstrar uma possível fraqueza. mas agora, pensando bem, acho que fraqueza seria não demonstrar isso. e parece que algumas coisas vão mudar.
já perdi algumas tardes editanto nossas fotos antigas. não sei se por saudade ou por medo de novas.
as cores das minhas meias têm perdido um pouco da graça. o tempo têm desbotado o que eu pensava ser tão concreto. o vento tem desgastado tudo isso e a chuva cai lá fora junto com as minhas esperanças. não tem mais nada aqui, enquanto o vidro fica embassado, como minhas certezas. eu não posso mais seguir aquela sombra. agora eu preciso de um novo crepúsculo, uma nova luz na alvorada; uma só pra mim, pra eu seguir sozinha. e eu vou encontrá-la. sei que vou.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

. de novo, e de novo, e de novo...


e mais uma vez estou sentada aqui, nesse chão frio, assistindo as paredes em volta de mim desmoronando. mas dessa vez eu não vou reconstruí-las. me assusta um pouco, a velocidade que o mundo gira. essa pressão toda tem me empurrado contra a parede diversas vezes... talvez por isso elas estejam começando a ceder... tá ficando cada vez mais difícil encontrar um abrigo, um teto sólido. mas eu também já cansei de tentar me enganar, me dizendo que procurando bem, eu o encontraria. a realidade é que isso tá aqui dentro. a segurança, o caminho certo, a felicidade não se encontra do lado de fora. talvez por isso goste tanto de escrever. não é bem uma saída. entendo mais como uma "entrada". é onde eu me encontro, me entendo. pelo menos quando quero ou preciso, releio, relembro, reescrevo e se necessário, amasso tudo e jogo no lixo. e, se eu quiser, quem sabe eu recomeço? (;