quarta-feira, 23 de setembro de 2009

. behind these hazel eyes


olhos claros, não cor de esmeralda, cor de quase topázio. tanto os descrevo, tanto me apaixono pelos mesmos a cada dia. me encantam, me distraem, me fazem esquecer que existe vida fora deles. e para quê as outras cores, se as mais belas estão refletidas neles? são diferentes de tudo o que eu já vi; me prendem, me fazem refém de algo que não quero me libertar. poucas coisas me cativam tanto como o bronze dos olhos seus, das algemas que me fizeram eterna prisioneira de minha sina particular. demasiadamente tranquilos, me fascinam de tal forma que, às vezes, por um breve instante, me esqueço de como respirar. não quero mais nada; não posso pedir mais nada; peço somente que nunca, nunca me liberte de meu cativeiro, de minha cela particular.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

. um novo cais

é como se os cabos estivessem soltos. esqueceram de religá-los, quando amanheceu. como se algo desconectado, estivesse atrapalhando a conexão inteira. talvez fossem pontos pequenos, apenas oscilações, mas que, a essa altura, deixaram de ser tão insignificantes. é como se cada milímetro do meu corpo sentisse falta de alguma coisa; como se pedaços de mim se juntassem à poeira dos móveis; como se as músicas absorvessem as vibrações das minhas cordas vocais. e como partir, deixando metade de mim fixada nas paredes verde-bebê da sala de estar? e os pequenos barcos, pintados e emoldurados nos quadros? porque parecem me levar para longe, ao mesmo tempo em que tentam me amarrar ao cais do porto? talvez o farol, ao longe na praia, ainda reserve algo novo para mim. algo que eu precise encontrar sozinha, sem empecilhos. independência.

e só voltar a ser depende quando pensar que, eu não existo sem você. e talvez por isso, posso afirmar: eu não moro mais em mim.


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" porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. " (Oswaldo Montenegro)

domingo, 6 de setembro de 2009

. ossos do ofício

é estranho como as coisas parecem meio desbotadas agora.
passei por aquela rua, senti algo mais frio que as gotas de chuva que tocavam minha pele naquele momento. não entendi de imediato, mas devido as circunstâncias, resolvi chamar de ausência. é estranho pensar o quanto meu corpo já se acostumou ao seu, ao lado dele. não estou mais habituada a passar por aquela rua sem você, sem seu corpo para repor o calor que a chuva roubava do meu. tento me focar no fato de que só é preciso mais 12 horas e essa linha tênue, esse limite de tempo que nos separa, irá se desfazer. me esforço em manter a calma, mas quanto mais eu penso que o verei novamente em breve, mais meu pulso acelera. meus batimentos cardíacos já não sabem o seu ritmo certo - estranhamente, isso ocorre a cerca de seis, quase sete meses - . não sei ao certo nem descrever isso tudo. só sei - embora que não goste de saber disso - que saudade dói, pra valer.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

. I miss you

me desculpa, amor, se eu não consigo ser tão forte quanto eu gostaria. me desculpa por não conseguir conter as lágrimas, segurar o choro ou pelo menos ignorar esse aperto no meu peito enquanto você está longe.
é estranho como eu me sinto tão vazia longe de você. é como se tivesse levado metade de mim contigo, metade das minhas forças, metade da minha energia e, um todo da minha felicidade.
eu sinto sua falta. falta do abrigo seguro e incólume que se tornou o seu colo para mim. falta dos seus olhos tom castanho claro que, refletidos nos meus, fazem com que eu me sinta segura novamente. falta do seu sorriso, o único no qual eu acredito ao me dizer que vai ficar tudo bem. é incontestável o quanto eu preciso de você.
já virei e revirei minha lista de reprodução algumas vezes, sem muito êxito, ao tentar encontrar algo que eu quisesse ouvir agora, diferente do som da sua voz. não preciso nem dizer que foi uma tentativa desesperada de distração, algo que tirasse você da minha mente, pelo menos temporariamente. e, acredito que também não seja necessário acrescentar que falhei nessa tentativa inútil. não se tira da cabeça o que está completa e irrevogavelmente gravado no coração. meu porto seguro.

- do you see how much I need you right now?