quinta-feira, 17 de setembro de 2009

. um novo cais

é como se os cabos estivessem soltos. esqueceram de religá-los, quando amanheceu. como se algo desconectado, estivesse atrapalhando a conexão inteira. talvez fossem pontos pequenos, apenas oscilações, mas que, a essa altura, deixaram de ser tão insignificantes. é como se cada milímetro do meu corpo sentisse falta de alguma coisa; como se pedaços de mim se juntassem à poeira dos móveis; como se as músicas absorvessem as vibrações das minhas cordas vocais. e como partir, deixando metade de mim fixada nas paredes verde-bebê da sala de estar? e os pequenos barcos, pintados e emoldurados nos quadros? porque parecem me levar para longe, ao mesmo tempo em que tentam me amarrar ao cais do porto? talvez o farol, ao longe na praia, ainda reserve algo novo para mim. algo que eu precise encontrar sozinha, sem empecilhos. independência.

e só voltar a ser depende quando pensar que, eu não existo sem você. e talvez por isso, posso afirmar: eu não moro mais em mim.


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" porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade. " (Oswaldo Montenegro)

2 comentários:

  1. obrigada flor, nunca li não, vou procurar ! adorei o seu também, muito lindo mesmo, parabéns :)

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  2. Realmente vidrante ler seus textou...amo amo amo..q issooo nunca deixarei de elogiá-los =D é um prazer vir aqui...faço QUESTÃÃÃOO!!!

    Obrigada meu amor...pelo apoio..pela disponibilidade...pela amizade...é isso que vale não?


    Amo-te miga chicleta *-*

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